sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Roteiro para montagem do estudo de caso

Estruturando um caso em Psicomotricidade

Etapas
•1ª etapa: Proposição do caso, Análise e Clarificação do problema;
•2ª etapa: Discussão do problema;
•3ª etapa: Solução e socialização do problema;
•4ª etapa: Elaboração e apresentação do Plano de Sala de aula;

•5ª etapa: Apresentação e socialização do Plano de intervenção.

       1º etapa
       •Proposição do caso.
       •Identificação dos termos.

          2º etapa
      •Identificação do tipo do problema: cognitivo e linguagem, contexto (ambiente escolar, familiar e cultural), saúde e desenvolvimento psicomotor, afetividade e socialização, aprendizagem.
        •Identificação da(s) ideia(s) central(is) do problema – o que precisa ser resolvido do ponto de vista da sala regular?

          3º etapa
Estudo do caso.

qQuestões:
q O que vocês perceberam a partir da leitura do caso?
q Os conhecimentos disponíveis são suficientes para entender o problema e dar início à sua resolução?
Relação das experiências anteriores com os conhecimentos adquiridos a partir do debate.
Esclarecimento de dúvidas sobre o estudo.

4º etapa e 5º etapa
Elaboração da solução do problema pelo grupo.
qQuestões:
q O que é preciso para resolver o problema?
q Por que esta solução atende ao problema apresentado?
Apresentação da solução do problema pelo grupo.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Possibilidades de crescimento a partir da arteterapia: Um recorte do caso da jovem com tricotilomania.


Observações sobre o processo arteterapêutico


(...) a utilização de recursos artísticos em contexto terapêutico, baseando-se na percepção de que o processo criativo envolvido na atividade artística é terapêutico e enriquecedor na qualidade de vida das pessoas. Age a serviço das leias da necessidade interior do Homem e facilita o entrar em contato com o poder de cada um (...) (ARCURI)


Por que arteterapia? Por que trilhar esse caminho? Por que arteterapia: Um caminho de possibilidades e realizações?
A arteterapia é uma área delineada por expressões advindas da pintura, do desenho livre, da expressão corporal, seja pela dança, pela música, pela arte de interpretar que promovem a integração do SER Total conectado com o cognitivo e o afetivo num corpo que rege as relações com o mundo externo.
 O criativo é o pano de fundo entre a utilização desses recursos artísticos e a produção final, como resultado do proposto e a ação do sujeito sobre os materiais escolhidos para serem utilizados nas oficinas criativas. O criativo aciona canais internos e trabalha no sensório- motor a liberação energética por meio do movimento, no nível perceptual- afetivo a maneira como o sujeito percebe e sente sua interação com diferentes materiais artísticos, no nível cognitivo e no simbólico tornam presente à experiência em sua dimensão conceitual e, no nível criativo, é um elemento que “costura” cada etapa do processo.

Para que Camila vivencie esses níveis são utilizadas as oficinas criativas (Allessandrini, 1996), uma metodologia utilizada para trabalhar com a arteterapia no seu processo de “cura” e onde são trabalhados os materiais artísticos nos diversos níveis citados anteriormente.

No espaço de Ateliê arteterapeutico, o arteterapeuta utiliza os recursos artísticos para acionar o criativo como espaço de (re) significação e elaboração de conteúdos que emergem no trabalho desenvolvido, cada etapa tem seu valor nesse processo, sendo indissociáveis e necessários.

Camila, nas elaborações artísticas, projeta o crescimento dos cabelos que vem sendo nutrido emocionalmente pelas oficinas em arteterapia e esteticamente pela equipe de alunas do centro estética da Universidade Tiradentes, sobre a orientação da Professora Michelle Pacheco. No primeiro desenho denominado NOITE ILUMINADA a árvore se apresentava sem folhagem, tal qual as falhas de seu cabelo e após um mês de intervenção a mandala que reúne os três elementos: Casa, corações e árvore, agora cheia de folhagem, retrata o momento vivenciado por Camila - o crescimento que a faz perceber que novos caminhos podem ser trilhados, onde a casa incolor se enche de cores e corações anunciando um futuro possível, nutrido pela força e possibilidade de crescimento. 

domingo, 15 de junho de 2014

Uma Turma de Psicopedagogos muito especial


Saudade

Palavra que define esse grupo
grupo de futuros psicopedagogos que hoje são profissionais



Atuais, atuantes e sensacionais
Guerreiros, persistentes, vitoriosos e amigos



Muito aprendi e cresci
muita emoção e revelação
troca de experiência, construção e satisfação


Crescemos juntos
Revelando saberes e competências

 Vocês são únicos
Vocês são verdadeiros guerreiros
do saber e do aprender


Um via de mão dupla
onde quem aprende ensina e quem ensina aprende
ensinante e aprendente numa única pessoa


Uma pessoa de possibilidades e realizações
Uma pessoa de desejos e aprendizagem



Uma pessoa em várias outras
 formando uma rede de saberes 
Uma rede de conhecimento
Uma rede de amor e sabor
Sabor de vida
 Sabor com gosto de quero mais


sábado, 14 de junho de 2014

Parceria entre Universidade e Arteterapia promovem saúde e qualidade de vida a paciente com tricotilomania


A professora Michelle Pacheco, professora da UNIT, do curso de Tecnologia em Estética e Cosmético, recebeu durante suas aulas, no Centro de Estética da instituição, o caso clínico de Tricotilomania de uma jovem de 18 anos, que desde os 11 anos sofre dessa doença. Atualmente a Jovem encontra-se em atendimento Psicológico, Arteterapeutico e Psiquiátrico.  


Foram cinco sessões semanais de cuidados específicos para o tratamento capitar, que através de técnicas avançadas, promoveu além do crescimento de áreas atingidas, espaços de ressiginificação de sua imagem e possibilidades de perceber que existem novas soluções para antigos problemas. 


Foram Momento de intercessão entre a arteterapia e o curso de Estética da Unit. O conhecimento é sem fronteiras e proporciona crescimento, abre caminhos e promove belos encontros. Obrigada professora Michelle Pacheco pela oportunidade de buscar soluções para os casos clínicos. Você  e suas alunas fizeram a diferença. 

Aguardem!!!!
Breve divulgo o resultado dessa importante parceria.
Até mais!!!!!

domingo, 8 de junho de 2014

Competências e Habilidades

Confira a diferença entre Competência e Habilidade

EDUCAÇÃO PARA UMA CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA ATIVA: PAZEAR = UM VERBO ESQUECIDO!





EDUCAÇÃO PARA UMA CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA ATIVA: PAZEAR = UM VERBO ESQUECIDO!: Paz + Ação = Verbo Pazear Eu pazeio Tu pazeias Ele pazeia Nós pazeamos   Vós pazeais Eles pazeiam   Imagem de Autor Descon...

Cultura da Paz - Textos: OQUE É CULTURA DA PAZAnoção de Cultura da Paz, pr...




Cultura da Paz - Textos: OQUE É CULTURA DA PAZ
Anoção de Cultura da Paz, pr...
: O QUE É CULTURA DA PAZ A noção de Cultura da Paz, provavelmente, tem sido formulada de modo mais compreensível a partir da Resolução...

Comitê da Cultura de Paz: Cultura de Paz através da Educação



Comitê da Cultura de Paz: Cultura de Paz através da Educação: Medidas para promover uma Cultura de Paz por meio da educação: a) Revitalizar as atividades nacionais e a cooperação internacional destin...

sábado, 7 de junho de 2014

AEE - Atendimento Educacional Especializado - Estudo de caso

 Como estudar um caso a partir do Atendimento Educacional Especializado

Trabalho apresentado no Enfope/UNIT

 Educação para Paz, um caminho de possibilidades e realizações.

Conexões entre a Psicomotricidade e Educação

Os slides serão utilizados no curso de Neuropedagogia que será ministrado no dia 31 de julho na Faculdade FAMA/SERGIPE. Muita expectativa!!!!Espero que seja um módulo de troca de experiência e  aprendizado. Em breve posto os resultados das discussões.




sábado, 17 de maio de 2014

RECEITA PARA LAVAR PALAVRA SUJA.


                                                                         http://compartimentosecretopara.blogspot.com.br/



Mergulhar a palavra suja em água sanitária.
depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.
Algumas palavras quando alvejadas ao sol
adquirem consistência de certeza. Por exemplo a palavra vida.

Existem outras, e a palavra amor é uma delas,
que são muito encardidas pelo uso, o que recomenda esfregar e bater insistentemente na pedra, depois enxaguar em água corrente.

São poucas as que resistem a esses cuidados, mas existem aquelas.
Dizem que limão e sal tira sujeira difícil, mas nada.
Toda tentativa de lavar a piedade foi sempre em vão.

Agora nunca vi palavra tão suja como perda.
Perda e morte na medida em que são alvejadas
soltam um líquido corrosivo, que atende pelo nome de amargura,que é capaz de esvaziar o vigor da língua.

O aconselhado nesse caso é mantê-las sempre de molho
em um amaciante de boa qualidade. Agora, se o que você quer é somente aliviar as palavras do uso diário, pode usar simplesmente sabão em pó e máquina de lavar.

O perigo neste caso é misturar palavras que mancham
no contato umas com as outras.
Culpa, por exemplo, a culpa mancha tudo que encontra e deve ser sempre alvejada sozinha.

Outra mistura pouco aconselhada é amizade e desejo, já que desejo, sendo uma palavra intensa, quase agressiva, pode, o que não é inevitável, esgarçar a força delicada da palavra amizade.

Já a palavra força cai bem em qualquer mistura.
Outro cuidado importante é não lavar demais as palavras
sob o risco de perderem o sentido.

A sujeirinha cotidiana, quando não é excessiva,
produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.

Muito importante na arte de lavar palavras
é saber reconhecer uma palavra limpa.

Conviva com a palavra durante alguns dias.
Deixe que se misture em seus gestos, que passeie
pela expressão dos seus sentidos. À noite, permita que se deite, não a seu lado mas sobre seu corpo.

Enquanto você dorme, a palavra, plantada em sua carne,
prolifera em toda sua possibilidade.

Se puder suportar essa convivência até não mais
perceber a presença dela, então você tem uma palavra limpa.

Uma palavra LIMPA é uma palavra possível.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

COMO CONFECCIONAR UM TSURU?

http://www.youtube.com/watch?v=RRo0xbRDKJY

A Lenda de SADAKO

“Escreverei Paz nas tuas asas e voarás por todo o mundo”

Conta a história que Sadako Sasaki tinha quase dois anos quando a bomba atômica explodiu há cerca de uma milha de sua casa em Hiroshima. Aparentemente ilesa, ela escapou com a mãe e o irmão mais velho em direção ao Rio Oto. Na fuga foram encharcados pela chuva preta radioativa que caiu ao longo do dia.

Até a idade de doze anos Sadako aparentava estar normal. Uma menina saudável, estudava e brincava como as outras, e uma das coisa que mais gostava era correr. Destacava - se nas corridas do colégio, quando de repente começou a sentir tonturas. Não disse a ninguém, achou que poderia ser um desgaste provocado pelo exercício.

Certa manhã, ela sentiu-se tão mal que caiu e ficou estendida no chão. Então levaram-na para um hospital da Cruz Vermelha. Sadako estava com leucemia, o câncer no sangue, decorrente da radiação recebida pela descarga da bomba.
Outras crianças de Hiroshima começaram a apresentar os mesmos sintomas decorrentes da radiação recebida pela descarga da bomba. Quase todos morriam e Sadako ficou assustada pois não queria morrer.

Sua melhor amiga, em uma visita ao hospital, contou-lhe da lenda do tsuru: se uma pessoa dobrar mil Tsurus e fizer pedido a cada um deles, seu pedido será atendido. Propôs que dobrasse os mil tsurus, na intenção de obter a cura. E a menina começou então a dobrar, porém sua enfermidade se agravava a cada dia. Sadako disse aos tsurus: "Eu escreverei paz em suas asas e você voará o mundo inteiro.”

Mas Sadako não teve força para dobrar os mil pássaros... Dobrou 964 tsurus até 25/10/1955, quando morreu.

Seus amigos uniram-se e dobraram os Tsuru restantes a tempo para seu enterro. Mas eles queriam mais, desejaram pedir por todas as crianças que estavam morrendo em consequência da explosão da bomba atômica.

Iniciaram uma campanha nacional para construir um monumento em memória a Sadako, e de todas as crianças feridas ou mortas pelo efeito da bomba. Formaram um clube pela paz, e começaram pedir recursos para construir o monumento. Estudantes de mais de 3.000 escolas no Japão e de 9 outros países contribuíram e, em 5 de maio de 1958, o Monumento da Paz das Crianças foi inaugurado no parque da Paz de Hiroshima.

Todos os anos no Dia da Paz (06/08) pessoas do mundo inteiro enviam tsurus de papel para o Parque. Desde então o tsuru de papel tornou-se um símbolo internacional do movimento para desarmamento nuclear.

A corajosa luta de Sadako para ter o seu desejo concedido terminou antes que ela dobrasse os mil pássaros, mas ilustra paciência, coragem, esperança e ativismo criativo em face a dor e a morte. É uma história do poder de crianças, que trabalhando juntas por uma causa comum, abriram um canal criativo para a expressão pacífica do medo sobre a guerra e sobre a esperança por um mundo melhor.

As crianças desejam espalhar a mensagem esculpida à base do monumento deSadako: Este é nosso grito Este é nossa oração: Paz no mundo

"Sadako onde você estiver, saiba que sua mensagem está sendo conhecida no mundo todo, esperamos que seja também cumprida"

Faça você também parte dessa luta! Certo é que ao dobrarmos cada figura, nela são depositadas a nossa fé, esperança, carinho, energia e amor, formando uma espécie de corrente com vibrações positivas!!! 



  

domingo, 27 de abril de 2014

Leitura sobre a Natureza Humana



Momento muito feliz em que pude presenciar a expressão viva de sabedoria e amor dedicada ao Ser Humano.
O Professor Dr. Michael Lee Penn, dedicado a comunicar sobre a natureza humana.
Segue abaixo uma palestra proferida no Brasil e de grande valor para entendermos o eu, a identidade e as relações humanas da atualidade.Vale conferir!!!

UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT
AULA INAUGURAL DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO
Palestra do Prof. Doutor Michael Lee Penn
(Tradução: Professor Dr. Feizi Milani)
Em, 10/08/2012

É um prazer enorme estar novamente no Brasil. Peço desculpas por não ser capaz de falar no seu próprio e belo idioma. Com a sua permissão eu vou falar brevemente depois então podemos debater.
Uma das questões mais importantes com as quais a humanidade se defronta é como é que podemos alcançar a prosperidade da humanidade. Eu não estou me referindo à prosperidade dos norte americanos, ou dos chineses, ou dos brasileiros, mas sim, a prosperidade da humanidade como todo, como uma única família. Esta é uma pergunta que tem estado com a humanidade por pelo menos 3.000 anos.
Vocês estão aqui porque vocês acreditam que a base da prosperidade é o conhecimento. Vocês estão aqui porque vocês acreditam que a mente é a fonte da qual toda a civilização humana nasce. Então vocês estão aqui na expectativa e esperança de desenvolverem a sua mente e que vocês possam usar a sua mente para o serviço à humanidade. Essa é a motivação que traz vocês a Universidade. E se você é sincero nesse desejo, nessa aspiração, você pode ter certeza absoluta que você receberá a ajuda, assistência, em alcançar esse objetivo.
Eu gostaria de falar brevemente sobre a busca do conhecimento e o tema da paz. Eu estou falando sobre a paz no interior do coração da pessoa, a paz no ambiente familiar, a paz dentro da comunidade e a paz mundial. Esse é um dos temas que vai animar as nossas discussões durante este fim de semana.
Eu acredito que o primeiro passo é compreendermos a questão do valor humano e aplicar esse conhecimento nas nossas vidas individuais e coletivas. Então, existem dois tipos de valores. Um é o valor socialmente construído. Um grupo de pessoas se reúne e confere a uma certa entidade um valor simbólico. Por exemplo, se eu tenho dinheiro (R$ 50,00), o valor desse dinheiro provêm do esforço de uma coletividade de definir um determinado valor para esse pedaço de papel. Não tem nenhum valor fora daquela comunidade que deseja que aquilo tenha esse valor. Então essas coisas, cujo valor depende de uma construção social, de um acordo social, nós chamamos valores extrínsecos.
Mas, existe um segundo tipo de valor, que são os valores intrínsecos, e o valor intrínseco tem a ver com a natureza das coisas, a forma como é feita, o que ela é capaz de fazer, quais são as potencialidades. O único motivo pelo qual nós temos valores extrínsecos é para que possamos cultivar valores intrínsecos. Então, quando nós fazemos escolhas de valores, nós sacrificamos determinados tipos de valores em favor de outros tipos de valores. Então, por exemplo, esses R$ 50,00 tem o valor porque ele pode trazer para mim algo que vai me ajudar a desenvolver minhas capacidades. Se esses R$ 50,00 não contribuem para o desenvolvimento das minhas capacidades, então não teve nenhum benefício para mim. Então, eu posso usar muitos valores extrínsecos sem obter um real desenvolvimento.
Então, o que é desenvolvimento quando os seres humanos se desenvolvem?  Existem três formas e somente três formas de desenvolvimento humano. A primeira é o desenvolvimento da minha capacidade de conhecer, e o objeto da capacidade de conhecer, é a verdade. A verdade a respeito de mim mesmo e a verdade a respeito do mundo. Toda vez que eu tenho a verdade a respeito de mim mesmo ou a respeito do mundo eu tenho conhecimento. Então, de um lado nós temos crenças a respeito do mundo, e do outro lado temos o conhecimento sobre o mundo. Muitas coisas, que eu acredito sobre o mundo, crenças, são totalmente falsas ou baseadas em supertições, ou enganos, mas essas crenças tem um profundo impacto no meu comportamento. Então, quando nós interagimos com o mundo não é uma interação direta, mas uma interação mediada pelas nossas crenças a respeito do mundo. As nossas crenças a respeito do mundo compõem as lentes através das quais enxergamos o mundo.
O conhecimento consiste em testar as minhas crenças sobre o mundo e fazê-las se conformarem com a realidade. Por exemplo, por milhares de anos nós de fato acreditávamos que as capacidades da mulher não eram iguais as do homem ou acreditávamos que as pessoas de pele escura não tinham as mesmas capacidades que pessoas de pele clara. Essas crenças tiveram impactos profundos no desenvolvimento da civilização. São crenças falsas, mas elas modelaram a nossa consciência de uma forma muito poderosa. Existem muitas crenças desse tipo, e essas crenças deformaram as capacidades humanas, essas crenças têm atrasado o desenvolvimento da comunidade humana, tem estrangulado as nossas potencialidades. Nós agora vivemos num tempo no qual, através do uso das tecnologias, podemos descobrir novas verdades a respeito de nós mesmos e a respeito do mundo.
Existe uma segunda coisa que se desenvolve quando os seres humanos se desenvolvem que é a capacidade de amar. A capacidade de amar parece uma coisa trivial. De fato parece ser uma coisa tão trivial e natural que nós raramente damos atenção ao desenvolvimento da nossa capacidade de amar. De onde é que essa capacidade vem? Essa capacidade de amar vem da capacidade de perceber o valor intrínseco das coisas. Quando percebo o valor de algo, eu tenho o desejo de trabalhar pelo seu desenvolvimento, pela sua melhoria, porque eu vejo o que é que essa coisa pode vir a se tornar. Então, quando eu vejo o meu próprio valor intrínseco, essa percepção do meu valor, desperta em mim o desejo de desenvolvê-lo. Quando eu vejo o valor de outra pessoa ou de outras pessoas eu tenho o desejo de me sacrificar em favor do desenvolvimento dessas pessoas.
Eu tenho uma neta, o nome dela é Fiona. Quando ela tinha treze meses de idade, ela começou a falar. Então, tinha um monitor no quarto dela que eu ouvia também no meu e ela chamava babá, babá! Eu disse a minha esposa, Fiona está me chamando. Eu vou ao quarto dela e pego ela no colo e ela diz babá, babá o que significa que ela quer se alimentar.  Eu estou alimentando ela, são duas horas da manhã, e eu estou olhando para o rosto dela e digo para ela, babá te ama muito, Fiona! Ela empurra a mamadeira, me segura no pescoço e se aproxima bastante de mim. E uma coisa que eu percebi é que estávamos compartilhando algo muito profundo e outra coisa que eu percebi é que apesar de ser duas horas da madrugada eu não estava perturbado por ter sido chamado por ela, eu estava feliz, excitado, repleto de felicidade. Esta é a forma como o amor funciona. Quando amamos algo, temos a disposição para sacrificar nosso repouso, nosso conforto, nossos recursos para que aquilo possa se desenvolver.
Quando os governos amam seu povo, eles têm a vontade de sacrificar os seus tesouros para que o povo possa se desenvolver. Mas se o governo não vê o valor intrínseco do seu próprio povo, ele vai reter o desenvolvimento dele, para que o homem possa andar por aí com roupas bonitas e ter contas bancárias grandes. Mas tudo isso se inicia na dimensão da nossa própria consciência, começa com a nossa capacidade de perceber valor. Essa capacidade precisa enormemente ser desenvolvida.
A terceira capacidade que os seres humanos possuem, é a capacidade de vontade, de ter vontade, a capacidade de escolher o que é que é certo ou errado e buscar isso. É a capacidade de poder dizer, sim, eu desejo isso, mas isso não é bom para mim. Os seres humanos são os únicos animais que nós sabemos que podem, de fato, mudar o seu próprio desejo. Nós podemos dizer: desejamos isso, mas isso não é digno de nós e eu posso modificar o meu desejo, eu vou buscar outro objetivo. E isso é a causa da criação do nosso senso interno de nobreza, nossa própria dignidade, nosso próprio orgulho. Temos bons motivos para estarmos felizes conosco mesmos. Nós dizemos eu tinha esse hábito terrível, mas eu o deixei de lado, porque eu me esforcei, eu lutei por isso, para melhorar a mim mesmo e por causa disso, a minha família agora está melhor, a minha comunidade melhorou, a minha nação está melhor, o mundo está melhor. Então, é assim que nós vamos estar buscando a paz no século XXI. As pessoas vão começar a reavaliar os seus valores, vão se tornar cada vez mais consciente daquilo que realmente vale a pena ser buscado e vão começar a buscar aquilo que realmente vale a pena de forma sincera e a sinceridade do nosso esforço vai atrair para nós, grande assistência.
Estamos vivendo num momento de mudança, de transição na história humana. Podemos chamá-lo uma “Idade Axial” – um ponto de mutação. Já houve um tempo em que vivemos em uma idade assim, anteriormente. Foi o período entre 800 e 200 AC. Naquele período da história, a mente humana passou por uma transformação radical. Como é que aconteceu? Havia alguns grandes pensadores no mundo naquela época. Havia Confúcio e Lao-Tsé na China, Buda na Índia, Zoroastro na Pérsia, os Profetas de Israel na Mesopotâmia. Esses grandes pensadores reorientaram os valores humanos e, como resultados dessa reorientação surgiram quatro diferentes civilizações ao mesmo tempo, surgiram novas formas de vida. Tudo aquilo que está nos fundamentos da nossa civilização atual, foi dado naquele período da história.
Estamos vivendo um novo período de mutação da história, quando estamos começando a compreender a verdadeira base da identidade humana. A verdadeira base da identidade humana, não é a raça ou a cor, não é a nacionalidade, não é o gênero, é o Espírito Humano. E essas três capacidades, a capacidade de conhecer, a capacidade de amar, e a capacidade de ter vontade, são o grande tesouro humano. Qualquer povo, qualquer cultura, qualquer nação, qualquer família, que desenvolva essas três capacidades, de uma forma consciente e intencional, vai brilhar imensamente, nesse período da história. Pensem nas milhões de pessoas que estão sedentas, famintas por educação, famintas por conhecimento. Quem vai levar isso até elas? Vocês e eu! Porque nós percebemos, o que é realmente um valor.
Gostaria de receber os comentários e perguntas de vocês. Obrigado pela sua paciência!   

Respostas às Perguntas
1.     Quais são os Zoroastros e Budas do Século XXI e como essas mudanças irão acontecer?

       Eu acho que essa é realmente uma grande pergunta. Uma das maiores conquistas do Século XXI é a democratização da educação. Por aproximadamente vinte cinco séculos o conhecimento era extremamente centralizado. Não apenas o conhecimento era centralizado, mas também a capacidade de adquirir o conhecimento era restrita a muito poucas pessoas. Hoje é possível que o conhecimento se espalhe como fogo pelo mundo inteiro. Então, por exemplo, você sabe que a Universidade Harvard criou um programa, através do qual você pode fazer um curso em Harvard, estando em qualquer parte do mundo e o curso é gratuito. Por que eles fizeram isso? Eles disseram: nós somos a maior Universidade do mundo e para merecermos essa honra precisamos educar o mundo. Então você pode ir para o site de Harvard, você pode digitar, por exemplo, que você quer um curso em engenharia elétrica, e você pode fazer o curso. Mesmo que você viva em Zâmbia, pode fazer o curso. Esse é um desenvolvimento extraordinário. Instituições como essa (UNIT) - maravilhosas, bonitas, bem organizadas, precisa ter a capacidade de acolher os mais pobres entre os mais pobres do Brasil. Dessas crianças vão surgir novos pensadores, novos pensamentos, novos instrumentos para melhora do mundo.

2.  Professor, foi um prazer enorme ouvir sua fala. Eu fico feliz em ver que o programa de estudos para a Paz está acontecendo na UNIT. Eu acho isso uma coisa incrível, essa iniciativa no estado no Sergipe. Então, a minha pergunta é a seguinte: considerando o conceito de violência estrutural do John Lauto (?), considerando que o Brasil é um dos países onde esse conceito deveria ser estudado com mais carinho, considerando que esse é um dos países com um nível mais elevado de justiça social do planeta, como o senhor considera que simplesmente conhecimento - nesse país só considerado em termos tecnocráticos, pode ajudar na emancipação do nosso cidadão e a gente trazer paz e justiça social para o Brasil?
      Acho que a sua pergunta é realmente muito importante. É claro que existe o problema da violência interpessoal que está disseminada no mundo inteiro. Hoje, quando eu estava jantando, havia um noticiário do Brasil na televisão, e nesse vídeo, policiais estavam severamente espancando um ser humano, e eles estavam tão orgulhosos de si mesmos, estavam tão orgulhosos de sua própria capacidade de infringir tanto sofrimento ao ser humano. Esse tipo de violência também existe dentro dos lares. Muitas e muitas mulheres em todo o mundo e também meninas, são sujeitas a violência odiosa, em tal nível, que praticamente toda mulher conhece alguma mulher que foi vítima desse tipo de violência. Então, quem deveria falar contra isso? Eu proponho que sejam os homens e os meninos do mundo. Por que deveria as mulheres estar instruindo a nós, sobre como nós deveríamos nos comportar no contexto da família? Agora, mesmo homens de bom coração, são sujeitos a isso, porque é algo que permeia toda a sociedade. Se você é um menino e cresce dentro de um tipo de  sociedade desenvolve esses péssimos hábitos na forma de lidar com as meninas e as mulheres. A pornografia está piorando isso, porque está ligando a sexualidade humana com a degradação, violência, com a falta de humanidade, e os nossos meninos de 11, 12 e 14 anos estão adquirindo seu conhecimento dessa forma. Então, essas são formas privadas de violência, que também se expressam estruturalmente. Existe também o tipo de violência estrutural sobre o qual você falou, na qual, a depender de onde você nasceu - você poderá ter nascido na pobreza, então as suas chances são muito menores. Se você mora nesse outro lado da rua, as suas chances de se tornar um médico são mínimas. Eu tenho dois filhos, e eu vivia em um bairro pobre quando meus filhos eram pequenos. Na escola, eles estavam recebendo notas máximas, todo o tempo. Nós pensávamos que eles eram gênios. Nós nos mudamos para outro bairro, e eles disseram: “essas crianças são retardadas mentais”. Como isso é possível? Essa é a disparidade, a desigualdade que nós vemos no mundo. Você acha que é possível ter paz no mundo a não ser que a gente enfrente essas questões? Se acreditarmos nisso estaremos vivendo numa ilusão, estamos tendo alucinações, precisamos acordar. Então, a violência estrutural é um problema muito sério. De fato, a violência entre nações, diminuiu consideravelmente. É a violência dentro das comunidades, dentro de estados e dentro de famílias, que estão subindo aceleradamente.          
3.  ... Sobre o desafio do desenvolvimento humano, quando observamos o amor sem a presença do valor intrínseco.  Quando o nosso eu ama o outro eu, é magnífico. Todavia, eu pergunto ao senhor: como inferir no outro a reciprocidade desse amor, quando, muitas vezes, a realidade do outro nega essa aceitação?  
      Vou responder bem brevemente a sua questão. Se você quer fazer uma coisa muito difícil, tente ser um ser humano. É extremamente desafiador. É fácil ser um animal, mas muito difícil, ser um ser humano. Todas as pessoas com quem nós interagimos, nos apresentam uma questão. Posso manifestar humanidade na presença dessa pessoa? Então, existem alguns exercícios que nos ajudam a desenvolver a capacidade de tratar os outros com humanidade. Isso é dizer: “eu te amo”! Existe uma Citação que diz: “Possui um coração puro, bondoso e radiante...” Também existe uma Citação que diz: “A cortesia é o príncipe de todas as virtudes”. Essa é a forma que nós demonstramos amor até mesmo por aqueles não amáveis. Na medida em que a gente exercita essas simples capacidades, nós clamamos, nós conquistamos nossa humanidade, nos tornamos mais bonitos, mais atraentes. Não existe nada pior do que uma pessoa descortês. Então, toda a ideia, eu penso, é de ser o tipo de pessoa que os outros não precisam de desculpas para não nos amar. Eles são atraídos pela nossa beleza, pela nossa bondade, nossa cortesia, nossa compaixão. Eu acho que isso é tudo que nós podemos fazer.
4.    A minha pergunta é a seguinte: quando o senhor diz que nós podemos levar a paz às pessoas que estão ao nosso redor, que nós podemos realizar uma mudança, ajudar a transformar a família, o país, etc., surge uma dúvida. Como a gente falar de paz, ou levar a paz àquelas pessoas que estão vitimizadas pela violência? A violência do estado, a violência institucional, a violência nas suas próprias casas. Como falar de paz para essas pessoas? Será que é igual a falar para alguém que vive em uma condição mais favorável? Há diferença em falar de paz para quem está sofrendo grandes violências?     
                   Existem muitos desafios. Mas uma coisa extraordinária a respeito do Espírito Humano é a sua capacidade de se levantar a partir de qualquer condição. É muito reziliente. O espírito humano é muito poderoso, e isso é especialmente verdadeiro em relação às pessoas que foram vitimizadas. Frequentemente as pessoas que foram vitimizadas não enxergam suas próprias extraordinárias capacidades, porque estavam dentro, na profundidade de seu sofrimento. Mas, frequentemente são as pessoas mais extraordinárias em suas comunidades. Frequentemente essas pessoas se tornam a causa da ressurreição de suas comunidades. Você vê isso pelo mundo a fora. Eu já cliniquei como psicólogo, e não faço mais porque não tenho tempo. Mas, as pessoas mais extraordinárias que eu jamais encontrei, eram pessoas que tinham sido vitimizadas. Minha própria esposa foi casada com um homem na Bolívia, e ela teve que escapar para salvar sua própria vida e dos filhos, e com muita dificuldade, conseguiu fugir. Chegou no Estados Unidos, sem nada, com quatro dólares no bolso e duas crianças. E essa mulher é uma lâmpada brilhante, de fortaleza, de sabedoria, de confiança, mas não foi fácil para ela conseguir. Ela é a joia da minha família. Todo mundo olha para ela e diz: “eu gostaria de ser como Kety”. Kety é bonita! É óbvio! Então, o que podemos fazer se não estarmos em um estado de humildade e diante daqueles que sofreram grandemente?      
         5.   ... Nós falamos em desenvolvimento atrelado a competitividade. Quando o professor (o outro palestrante) apresentou sobre a China e a Coreia ele mostrou os índices educacionais altos e eu percebi uma relação entre isso e o desenvolvimento econômico. O professor Michael Penn acrescenta falando de valores extrínsecos e intrínsecos.  Então, amplia a questão. Esse desenvolvimento passa a ser não só econômico como também humano. A minha pergunta é: o nosso desafio neste século para construção do mundo em paz é relativizar ou questionar essa crença do desenvolvimento atrelado à competitividade e pensar nesse desenvolvimento como desenvolvimento humano? Até porque a realidade da China e da Coreia nos demonstra que esse desenvolvimento tem problemas em relação a sua sustentabilidade.     
                         Eu penso que essa deveria ser a última pergunta, vocês não acham? (coordenador: mais uma pergunta para encerrar, pode ser?) Acho que a sua questão é realmente muito profunda. O maior desafio para os seres humanos agora, é o desafio de encontrar uma correta relação com o mundo material e o mundo humano. Descobrir a correta relação com o mundo é absolutamente necessário para o nosso avanço no desenvolvimento. Quando nós alcançamos a industrialização, descobrimos que poderíamos ter praticamente qualquer coisa que desejássemos. Então, começamos a adquirir mais e mais, aqueles de nós que podíamos, e nós nos tornamos pateticamente ambiciosos. Então, a capacidade para o contentamento escapou das nossas mãos. Então agora, precisamos redescobrir essa capacidade. Como é que podemos ter acesso a tudo, e ao mesmo tempo escolher de forma sábia, escolher de uma forma nobre, não nos tornarmos como porco. Então, eu acredito que, o equilíbrio entre as dimensões material e espiritual da vida, é o grande desafio diante de nós, e eu tenho certeza que nós vamos conseguir. Somos grandiosos! Somos subestimados, mesmo por nós próprios. Quando eu penso no quanto que eu consegui modificar a mim mesmo... É incrível! Eu tenho longo caminho ainda pela frente, mas eu vejo que é possível. É possível para todo mundo. Essa é a direção na qual estamos nos movendo. Estamos avançando na evolução. Acredito que nós teremos um futuro muito bonito. 
                6.   O senhor disse que o amor é gerado pelo reconhecimento do valor do objeto amado e que entre as três características que a família humana deve ter para progredir é este amor. Como o ser humano pode progredir com este amor se ele desconsidera o seu semelhante por não achar valor algum nele? Nós há todo momento, vemos mendigos na rua e não achamos valor nenhum neles e a única atitude que temos é a exclusão... Eu não acredito nesse amor. O amor que eu acredito é aquele que está em Coríntios... Ele fala de um amor que é natureza, um amor que é o de Cristo.
                        Eu acho que você disse coisas muito importantes. Eu não consegui captar tudo que você disse, mas você teve vários insights significativos. A sociedade não pode se basear no meu próprio amor pelos outros. A sociedade tem que ser fundamentada na justiça, e as pessoas precisam ter acesso às suas necessidades para se desenvolver Entretanto, em adição a isso, aos arranjos institucionais, se queremos que os seres humanos se desenvolvam de forma apropriada, alguém precisa perceber o valor das pessoas. E perceber o valor das pessoas não é difícil. É uma questão de aprendizado.  Quando uma criança nasce no mundo, ela não sabe que o sol que está há quase 50 milhões de quilômetros de distância tem um grande valor. A criança vai precisar aprender a respeito da natureza da realidade. À medida que a criança aprende sobre a natureza da realidade, se torna óbvio para ela que o sol tem um grande valor. Da mesma forma com outros seres humanos. Em função de certa história e doutrinação, nós nem sempre vemos o valor do outro. É por isso que nós temos as escolas. As escolas estão nos educando na direção do conhecimento, então nós podemos ver coisas que não víamos antes, compreendemos coisas que não compreendíamos antes. A nossa estupidez, a nossa ignorância, é levada embora, e desenvolvemos a capacidade de perceber valor em lugares que não imaginávamos que existisse. Por exemplo, descobrimos que até mesmo as fezes tem um grande valor, que sem isso a vida na terra não é possível. Como é que aprendemos isso? Através do aprendizado. Então, eu não estou falando de uma questão sentimental, eu estou falando de conhecimento.
               
Mini Currículo
Michael Lee Penn é doutor em Psicologia e professor de Psicologia na Universidade Franklin e Marshall, nos Estados Unidos. Ministrou cursos e conferências em mais de 30 países. Sua área de pesquisa inclui a patogênesis da esperança e da desesperança, a psicopatologia do adolescente, a relação entre a cultura e a psicopatologia e a epidemiologia da violência contra a mulher. É autor de dezenas de livros e publicações científicas.
Obs:  Doutor Michael Lee Penn é professor do Curso de Especialização oferecido pela UNIT, em Estudos da Paz, do Desenvolvimento, e da Resolução de Conflitos, na Disciplina, O Eu, a Identidade e o Conflito.

Transcrição da Palestra Gravada em DVD: Maria de Fátima Fontes de Faria Fernandes (Coordenadora do Curso)

domingo, 20 de abril de 2014

A magia dos livros de histórias: Uma experiência com " O Segredo da Lagartixa".




O projeto de Leitura da Escola Municipal Diva Maria Correia " A caixa Mágica"é uma iniciativa da equipe diretiva da instituição e vem para trazer vida e dinamismo ao espaço escolar que se propõem a ser um espaço de aprendizagens significativas, um espaço de aguçar a curiosidade , uma espaço de novas conquistas a partir da leitura. A manhã de abertura do projeto contou com a interação dos alunos para recitar o poema de Elias Jose - " A Caixa Mágica", a contação de história do "Segredo da Lagartixa" e muita animação. Agradeço a minha amiga Edlene que solicitou minha presença para contribuir com esse ambiente lúdico, cheio de vida e muito amor.
Valeu Diva!!!!!Até a próxima história encantada!!!!
Ah!!!!Não poderia esquecer que a Lagartixa Flozô deixou uma tarefa para todos...cada turma irá confeccionar a sua caixa mágica e escrever a continuidade dessa história cheia de amor e amizade.
O que aconteceu com a lagartixa, depois que ela revelou o seu segredo aos amigos?
Surpresa!!!!Cenas dos próximos capítulos!!!!

domingo, 13 de abril de 2014

ENTRE O DESPERTAR E O DESVELAR: CAMINHOS PARA A CONSTRUÇÃO DO FAZER PSICOPEDAGÓGICO

Ação profissional em Psicopedagogia


ENTRE O DESPERTAR E O DESVELAR: CAMINHOS PARA A CONSTRUÇÃO DO FAZER PSICOPEDAGÓGICO é fruto dos meus primeiros artigos publicados na área que retrata minha experiência como professora de Pós no curso de Psicopedagogia em Coronel João Sá/Bahia. Nesse artigo relato algumas oficinas que proporcionei aos futuros psicopedagogos, pois acredito na formação pessoal como o fio condutor para o desenvolvimento de uma ação profissional pautada em ética, seriedade e compromisso. 



artigo completo
http://issuu.com/necleadantas/docs/entre_o_despertar_e_o_desvelar_1fd03b5e39f468

A história do Tangram

Quadrado mágico






Entre possibilidades e realizações a partir do TANGRAM



O tangram é um quebra cabeça chinês de sete peças que juntas formam o quadrado mágico. A partir desse quadrado a imaginação de cada um pode ganhar forma com várias combinações, desde uma casa a um castelo, letras, números, animais, barcos...enfim um mundo de possibilidades a partir de sete formas geométricas.

Como utilizar o Tangram nos atendimentos psicopedagógicos?

1. Conte a história do Tangram ao seu paciente;
2. Permita que o sujeito manuseie de forma livre as setes peças, inclusive que as reconheça;
3. Estimule-o a montar o quadrado mágico e caso perceba que existe uma grande dificuldade de executar essa ação, ofereça a referência, deixando-o bem a vontade para usá-la ou não;
4. Promova, a partir do momento anterior, uma reflexão sobre a importância das referências em nossa trajetória de vida, levando-o a refletir sobre sua trajetória;
5. Coloque as regras para se montar uma peça e ofereça alguns modelos( Exemplos na imagem acima);
6. Após o paciente ter montado sua primeira peça, solicite que conte uma história a partir de sua construção;
7. Ofereça o tangram de papel para que o paciente monte a peça confeccionada anteriormente e posteriormente cole-a  numa folha;
8. Após executado o passo anterior, sugira ao paciente que  complete com desenhos a cena que surge na história elaborada no passo 6.
9. O psicopedagogo deve mediar o processo, possibilitando ao sujeito um espaço de ressignificação de suas dificuldades, o desafiando de forma a promover confiança, sentimentos de realização e percepção de possibilidades para trilhar novos caminhos.

sábado, 5 de abril de 2014

Inovação Escolar e Inclusão



A turma do curso de Inovações em Práticas Pedagógicas participou da oficina de Arteterapia que trouxe como proposta refletir sobre os desafios da Inclusão escolar e acima de tudo procurou mediar o conflito existente entre os caminhos reais trilhados em busca da inclusão escolar e as possibilidades de atuação do professor.
Cada oficina proem aos participantes um contato com o seu processo criativo que através dos materiais artísticas podem elaborar e ressignificar situações do cotidiano e nessa oficina especificamente abordando a atuação profissional com os alunos com necessidades específicas.

Foram momentos de construção coletiva, projeção dos desafios e visualização de possibilidades a serem colocadas em prática no cotidiano escolar. Valeu turma!!!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Uma personagem que nasceu na Arteterapia

ARTETERAPIA 
UM CAMINHO DE (RE) SIGNIFICAÇÕES E POSSIBILIDADES


O presente trabalho aborda o tema “Arteterapia: um caminho de (re) significações e possibilidades” com o objetivo de mostrar como o percurso de vivências, no decorrer do curso de especialização em arteterapia, pôde contribuir para o processo de “cura” do SER. Para tanto no presente escrito será apresentado a arteterapia relacionada à análise da trajetória de Manu Dala, vivenciado na construção do álbum pessoal, da calatônia, da escrita criativa e das vivências em algumas oficinas criativas, registrando o desvelar do processo criativo. Arteterapia - um caminho de (re) significações e possibilidades mostra recortes da história de Manu Dala que em contato com materiais artísticos foi delineando novas histórias com conteúdos antigos que emergiram à medida que se mergulhava na arteterapia. 

PALAVRAS-CHAVE: Arteterapia - Processo Criativo - Trajetória.

Monografia completa
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